Caminhada pela Vida ganha às ruas de Andaraí na Chapada Diamantina

A integração e articulação entre os setores foi a tônica da Caminhada pela Vida, uma ação promovida no âmbito do “Setembro Amarelo” pelas Secretarias de Assistência Social e Saúde, em parceria com o Colégio Estadual Edgar Silva, que ganhou às ruas de Andaraí na manhã desta segunda-feira (27).
Estudantes e professores do CEES, profissionais de saúde, técnicos das secretarias anfitriãs, se concentraram no Ginásio de Esportes do Alto do Ibirapitanga e rumaram ao centro da cidade, acompanhados do carro de som com músicas animadas e mensagens de valorização da vida. Quem também esteve presente prestigiando o evento foi a coordenadora de Meio Ambiente do município de Wagner, Carla Hora.

Ao chegar na praça Aureliano Gondim, alunas da instituição de ensino serviram-se da literatura poética para enfatizar a necessidade de dizer “sim” à vida. Lion Menezes, psicólogo com atuação nos serviços de saúde mental do município, estabeleceu um diálogo sobre a importância de se quebrar o tabu que existe na sociedade em relação à saúde mental.

Criada em 2015, a campanha “Setembro Amarelo” visa combater e prevenir o suicídio. O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Nos bastidores, as impressões do evento são as melhores. Suamy Yonara, gestora escolar, afirma que o mais importante foi feito durante a caminhada – e continuará, segundo ela, a ser feito pelo Colégio Estadual Edgar Silva: transmitir a mensagem de valorização da vida. “Temos que aprender a olhar a vida com mais vigor. Falar de coisas boas [valorização da vida] é muito importante, e é isso que o [Colégio] Edgar Silva tem feito e continuará fazendo”, diz.

A articulação entre os setores é de essencial importância, sobretudo quando temas como o em debate precisam ser difundidos e levados ao conhecimento, é o que salienta Paulo Victor Cordeiro, professor de sociologia do Colégio Estadual Edgar Silva. Segundo ele, a iniciativa é fundamental para que as pessoas tenham contato com o tema, muitas vezes invisibilizado pelo preconceito ou pela falta de informação.

“Muitas pessoas acreditam que a saúde mental está associada a algum processo de disfunção ou distúrbio, quando não é isso. Existem inúmeras características e por isso esse fenômeno é complexo. E um fenômeno tão complexo com dados alarmantes no município necessitam de iniciativas como essa, de iniciativas que promovam a visibilização da temática e que tragam essas pessoas para dentro dos serviços ofertados pelo município”, completa.

O município de Andaraí possui um serviço de saúde mental estruturado com profissionais específicos, além de oferecer atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde. No entanto, há baixa procura, sendo o tabu um dos principais motivos. Cláudia Regina, coordenadora dos serviços de Saúde Mental, explica: “O que a gente [equipe do serviço de Saúde Mental] percebe é que existe um tabu. As pessoas ficam envergonhadas em pedir ajuda ou dizer que possuem alguma alteração psíquica. E isso faz com que elas dificultem a chegada até a ajuda. E é importante falar que o que é dito dentro do consultório permanece lá, fica em sigilo. Então, essa caminhada é importante porque eleva e estimula a procura pela ajuda”, conclui.

Fonte ASCOM

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